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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Leekyung Kim/Divulgação
Cena de Terrenal - Pequeno Mistério Ácrata



BASEADO NA HISTÓRIA bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal - Pequeno Mistério Ácrata, sucesso de público e crítica, que reestreia nesta sexta-feira, 11, na sala Jardel Filho do Cen­tro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000 - Tel.: 3397-4002). A peça do argentino Maurício Kartun, traduzida por Cecília Boal, foi dirigida por Marco Antonio Rodrigues. No elenco estão: Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

POR MEIO DE uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além - usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo.

NA MONTAGEM de Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa meta teatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

MAURICIO KARTUN, autor do texto original é considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

DESDE A SUA ESTREIA em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da Argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (me­lhor obra). O Instituto Au­gusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Ras­treado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

TERRENAL - Pequeno Misté­rio Ácrata tem apresentações as sextas e sábados, às 21 horas e domingos, às 20 horas, até 24 de fevereiro. Os ingressos custam 20 reais e 10 reais (meia). Espetáculo imperdível.

Foto: Mabel Feres/Divulgação
Elenco de Marta, Rosa e João

O PÚBLICO ENTRA NO TEATRO. A primeira cena vai determinar, toda noite, o restante do espetáculo. Cartas de tarô são tiradas e treze cenas são apresentadas aos espectadores, na sequência que o jogo determinou. Assim está estruturada a primeira dramaturgia de Malu Galli, autora, diretora e atriz de Marta, Rosa e João. A estreia está marcada para 17 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 145 - Tel.: 3095-9400). Ao lado de Malu, estão no elenco Manoela Aliperti no papel de Rosa, Rodrigo Scarpell como João e Katia Naiane, que dobra papéis conforme o sorteio do dia. Romulo Fróes e Kiko Dinucci criaram a trilha sonora.

O ESPETÁCULO CONTA a história de Rosa, mulher que descobre numa consulta com uma taróloga sua própria gravidez e a proximidade do dia de conhecer Marta, sua mãe, que a deixou ainda na infância. Não bastasse o peso deste encontro, as mulheres precisam ainda lidar com a presença de João, um passeador de cães que frequenta a casa de Marta e, por meio do seu comportamento livre e subversivo, provoca uma renovação no olhar entre mãe e filha, um tipo de confusão que move o que está estagnado nelas.

“OS ARQUÉTIPOS dos 22 Arcanos Maiores sugerem muitas traduções e interpretações, das quais me inspirei para escrever as cenas livremente e associá-las em seguida a cada uma das cartas”, diz Malu.

NO ELENCO, além de Malu, que interpreta Marta, estão em cena Manoela Aliperti, no papel de Rosa; Rodrigo Scarpell como João; e Katia Naiane, intérprete da taróloga do início do espetáculo e também atriz que dobra papeis, podendo interpretar uma vizinha ou uma entrevistadora de emprego, entre outras. Romulo Fróes, cantor e compositor convidado por Malu para assinar a direção musical, criou em parceria com Kiko Dinucci (dos grupos Passo Torto e Metá Metá, entre outros) uma trilha única que se desmonta para cumprir o desenrolar de cada cena.

NO ESPETÁCULO, Malu re­no­va parceria com a atriz Ma­noela Aliperti, com quem trabalhou - também nos papeis de mãe e filha - na 25ª temporada de Malhação: Viva a Diferença, escrita por Cao Hamburger e reconhecida por trazer à série questões sociais relevantes e por ter dividido o protagonismo entre cinco personagens femininas - uma delas Manoela Aliperti.

PRÓXIMA DOS 30 ANOS de carreira, Malu participou de dezenas de séries televisivas, filmes e peças de teatro. Como diretora, já assinou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de autoria de José Sanchis Sinisterra, e de Oréstia, trilogia de peças do dramaturgo grego Ésquilo, com quem dividiu direção com Bel Garcia, da Cia dos Atores.

MARTA, ROSA E JOÃO terá apresentações de quinta a sábado, às 20h30. Os ingressos custam 25 reais, 12,50 reais (estudantes, mais de 60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e 7,50 reais (credencial plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SUCESSO DE PÚBLICO em temporada ininterrupta de três anos, finalizada no extinto Teatro Promon em julho de 2016, a comédia Homens no Divã retorna à capital em 12 de janeiro na sala Irene Ravache do Teatro Raposo Shopping (Rodovia Raposo Tavares, km 14,5 - Tel.: 3732-5000). O elenco é formado por Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro, também diretor, além de participação especial de Marília Gabriela, que empresta sua inconfundível voz (em off) à rígida psicanalista dra. Maczka.

ELEITA UMA DAS MELHO­RES comédias da capital paulista, e vista por mais de 250 mil pessoas, desde a estreia em 2013, Homens no Divã fala de forma bem-humorada sobre os estados emocionais e comportamentais do homem contemporâneo, que são expostos pelo encontro inusitado de um bombeiro, um gerente da Eletropaulo e um ginecologista.

SÃO SITUAÇÕES do cotidiano, vividas nos mais diversos ambientes, como casa, academia, balada, ou em palestras, e, principalmente na antessala da psicanalista dra. Maczka. Darson Ribeiro concebeu sua direção do texto Desesperados, de Miriam Palma, criando o título Homens no Divã.

O RISO já se estabelece na primeira cena com o encontro inesperado de três personalidades bem distintas numa sala de espera de um consultório de psicanálise, que vai resultando numa amizade, que durante um ano, vai se fortalecendo e estabelecendo vínculos.

UM GINECO (Herrera), um bombeiro (Guilherme) e um gerente-executivo (Darson), vão, sem querer, expondo as idiossincrasias masculinas - que mais do que no divã, vão sendo tratadas entre eles. Tudo vem à tona de forma muito leve e altamente cômica. E praticamente deitado com eles no divã, o público vai acompanhando as mudanças radicais na vida dos três personagens.

HOMENS NO DIVÃ, de Mi­riam Palma, tem apresentações aos sábados às 21h30 e domingos, às 18 horas. Os ingressos custam 50 reais e 25 reais (meia); antecipado até 1 dia antes na bilheteria do teatro, 20 reais.

COMEÇA A TEMPORADA. Novos dramas e comédias para emoções do público. Somos artistas no palco e plateia, fazendo mágica para driblar a crise. E o Brasil sob nova direção. Graças a Deus! Feliz Ano Novo! 
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