Atualizado semanalmente

Pesquisa

Pesquisa
Anuncie: 2977-6544. O mais eficiente veículo de divulgação. Distribuído e lido em 88 bairros da Zona Norte para um público de 500 mil leitores com circulação às sextas-feiras. Distribuição gratuita em bancas, prédios comerciais e residenciais, condomínios, clubes, imobiliárias, padarias e shoppings. 56 anos de tradição.
 
Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Divulgação
Protagonistas de Merlin e Arthur,
Um Sonho de Liberdade


ANUNCIANDO suas últimas semanas em São Paulo, o espetáculo musical Ao som de Raul Seixas Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade faz temporada popular até 18 de agosto. A peça tem uma inovação artística criativa: as linguagens do teatro, cinema e design são utilizadas pela primeira vez juntas no teatro musical. Merlin e Arthur faz temporada de sucesso no Teatro Frei Caneca/Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 - Tel.: 3472-2229).

COM 25 MÚSICAS do repertório de Raul Seixas, cuja morte completa trinta anos em 2019, a montagem traz inúmeros efeitos especiais. A história se passa na cidade de Camelot e é contada em duas fases, com o elenco se dividindo na interpretação dos papéis mais jovens e nos dias mais recentes. O amor e a busca pela liberdade são os temas centrais desse musical, contado na história de Arthur, Guinevere e Lancelot, e é permeado pelas batalhas, conquistas, intrigas e paixões, além da famosa formação da Távola Redonda.

QUEM DÁ VIDA a Merlin, que aparece através de imagens, é a atriz Vera Holtz, atualmente uma celebridade do mundo virtual (os posts dela no Instagram recebem milhares de curtidas). Ela está em cena sempre de forma virtual.

COMO CONTRACENAR com esse personagem que está em outra dimensão, que participa do espetáculo e se estabelece numa relação com a história do rei Arthur? Esse é o grande desafio em dar vida a Merlin. Na realidade, é a condução da entrada desse personagem em cena”. Vera é considerada hoje uma das maiores artistas brasileiras. Já faturou inúmeros prêmios teatrais, como Shell, Mambembe, Sharp, Contigo, Qualidade Brasil, Extra, Quem e Melhores do Ano.

O UNIVERSO MEDIEVAL da luta e da magia está em cena, e é incrivelmente contemporâneo. “Apesar de ser uma lenda muito antiga e conhecida no mundo inteiro, eu e Márcia (a autora) fizemos questão de colocar um paralelo entre a história da fundação da Távola Redonda e os tempos que vivemos hoje, no Brasil e no mundo. Então, é uma peça muito atual. Fala muito, política e socialmente, do momento em que estamos vivendo”, afirma Guilherme Leme.

O CANTOR Paulinho Moska dá vida, também como ator, a seu primeiro personagem no teatro musical, mas já assumiu a função antes de ser conhecido por soltar a voz. Formado na CAL, ele participou de filmes de grandes diretores nos anos 1980. “É o primeiro protagonista que eu faço em cima do palco. Todas as minhas atuações em cinema e no teatro, sempre foram como coadjuvante. Então, eu nunca tinha tido uma responsabilidade com um espetáculo desse porte”.

O DESAFIO me encoraja muito, mas a ideia da história toda girar em torno do meu personagem é um pouco amedrontadora. Acabei de lançar um disco chamado Beleza e medo, em que destaco o fato de que a beleza e o medo são um pouco retroalimentados um pelo outro. Se não houvesse beleza no mundo a gente não teria medo de perdê-la e se a gente não sentisse medo a gente também não teria a necessidade de criar beleza, produzir beleza, ver beleza nas coisas", comenta sobre a nova experiência.

O VISUAL DA PEÇA fica a cargo de João Pimenta nos figurinos e de Fernando Tor­quatto no visagismo de Merlin e Arthur, Um Sonho de Liber­dade. Torquatto explica as referências que usou: “Toda concepção é absolutamente inédita. Cenicamente muito sofisticada e com uma visão contemporânea. Trata-se de uma lenda clássica, onde bebemos na fonte das referências de época, mas de forma moderna”.

PARTICULARMENTE, a atriz Vera Holtz, como o mago Mer­lin nos deu um desafio extra. Criamos um ser atemporal, sem gênero definido e que também usou a essência da atriz para que ela vestisse essa imagem, com naturalidade. Considero um trabalho sutil e ao mesmo tempo muito forte”, diz o diretor musical e de arranjos, Jules Vandystadt.

LARISSA BRACHER debuta como cantora nesse espetáculo, onde vive a segunda fase de Guinevere (a primeira é vivida pela atriz Natália Glanz). Larissa fez trabalhos na TV em novelas, como A Regra do Jogo, I Love Paraisópolis, Malhação e Cheias de Charme. Trabalhou com Mar­cia Zanelatto e Gui­lherme Leme Garcia no monólogo na Ocupação Rio Diver­sidade. Foi dirigida ainda por Guilherme em Trágica.3 e RockAntígona. Tem no cantar seu mais novo desafio.

O ATOR Gustavo Machado dá vida a Lancelot. Rosto conhecido do cinema e da TV, esteve no especial Elis da TV Globo, como Ronaldo Bôscoli. No teatro, atuou em espetáculos como Razões Para Ser Bonita e A Reunificação das Duas Coreias, ambos dirigidos por João Fonseca, estão entre seus trabalhos mais recentes.

KACAU GOMES e Patrick Amstalden completam o time de protagonistas interpretando o genial casal do mal, ao mesmo tempo ardiloso e cômico. Entre as músicas que estão no repertório de Raul Seixas, sucessos como: Gita, Maluco Beleza, Mosca na Sopa, A Maçã e Metamorfose Ambulante.

MERLIN E ARTHUR, Um Sonho de Liberdade, concepção e direção de Guilherme Leme Garcia, com texto de Márcia Zanelatto, tem apresentações às sextas, às 20 horas, sábados, às 16 e 20 horas e domingos, às 19 horas, até 18 de agosto. Os ingressos custam de 25 reais a 80 reais. Espetáculo imperdível.

TEMÁTICA GLOBAL e urgente, a luta contra a opressão, discriminação e exclusão dos negros na sociedade é o ponto de partida do espetáculo O Encontro - Malcolm X e Martin Luther King Jr., que estreia no Teatro Anchieta/Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245 - Tel.: 3234-3000, Vila Buarque). Diri­gida por Isaac Bernat, a encenação narra, num encontro fictício de Malcolm X e Martin Luther King Jr. num hotel do Harlem, as diferentes ideias, atuações e estratégias dos dois maiores líderes negros de todos os tempos.

Foto: Júlio Ricardo/Divulgação
Cena de O Encontro - Malcolm X e Martin Luther King Jr.

PRIMEIRA MONTAGEM brasileira, estreada em 2018 no Rio de Janeiro, o texto do norte-americano Jeff Stetson com tradução e adaptação de Rogério Corrêa não se restringe apenas ao lado político e histórico presentes nas trajetórias dos dois referenciais norte-americanos. O humano em ambos invade a cena e nos faz entender que, por trás de qualquer ideologia ou estratégia de ação, existe alguém com dúvidas, contradições, idealismo e paixão pela causa a que se dedica.

ESTAMOS DIANTE de uma dramaturgia irretocável, contundente, terna e humana, que trata de questões como o racismo, a discriminação e a injustiça social, condutas que impedem a sociedade de ser justa e igualitária. As visões e as práticas de Malcolm e Martin têm muito a nos inspirar e ensinar neste momento onde a humanidade parece perdida e sem esperança. Aline Mohamad e eu estamos há anos tentando encená-lo e agora chegou a hora”, pontua Isaac.

ENFATIZANDO a luta pelos direitos civis americanos no fim do século passado, o texto segue atu­al, uma vez que existe um debate dentro dos segmentos progressistas da população sobre como lidar com a desigualdade e a enorme segregação racial do Brasil, que se apresenta de forma mais sutil e insidiosa do que nos Estados Unidos.

A MONTAGEM é importante neste momento porque vivemos um período de fortes polarizações e intolerâncias de diversas ordens. Nós, negros, ainda estamos em situações de muita desigualdade. Esse diagnóstico se tornou clichê, mas é uma realidade”, observa Izak Dahora, intérprete de Malcolm.

RODRIGO FRANÇA, que vive Luther King Jr, engrossa o coro. “Embora seja um crime, ainda temos uma tendência de escamotear o racismo, que no Brasil mata, fere, exclui e enlouquece. Esta montagem é mais uma para tocar nessa ferida. À medida que espetáculos trabalham essa temática, a gente contribui para a reflexão sobre esta realidade. Martin mostrou que vale a pena lutar e buscar uma sociedade mais igualitária e com mais equidade, sempre se valendo da diplomacia, cordialidade e pedagogia como ferramentas”.

APESAR DE TEREM VIVI­DO na mesma época, historicamente os ativistas fizeram diferentes trajetórias e só se encontraram durante poucos minutos, num rápido aperto de mãos. Além disso, ambos foram assassinados na década de 1960 e com a mesma idade: aos 39 anos. Cada um, ao seu modo e com suas crenças, deu a vida por um ideal que continua sendo buscado em vários países, inclusive o Brasil, e deixaram marcas eternas na luta pelos direitos humanos.

A PEÇA SERVE como um palco de debate para questões fundamentais sobre os rumos e estratégias da luta pelo fim da discriminação racial. O autor, Jeff Steson, nos revela através dos diálogos a humanidade dos dois grandes líderes americanos.

O ENCONTRO - MALCOLM X E MARTIN LUTHER KING JR tem apresentações de quinta a sábado, às 21 horas e domingo, às 18 horas, até 11 de agosto. Os ingressos custam 12 reais (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/credencial Plena), 20 reais (aposentados, pessoas com mais de 60 anos, pessoas com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) e 40 reais (inteira). Espetáculo imperdível. 
Voltar
 

Veja a capa da edição:

Capa da Edição
Edição da semana

Para anunciar ligue:
2977-6544 / 2950-7919




Cinemark

É proibida a reprodução ou cópia de fotos, matérias, anúncios ou páginas sem a devida autorização.

   2002-2019 ©.