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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Marcos Mesquita/Divulgação
Elenco de Madagascar, uma Aventura Musical


INSPIRADO nas aventuras de um grupo de animais de um zoológico narradas na animação Madagascar (2005), da Dreamworks, Madagascar, uma Aventura Musical, estreia como atração no Theatro Net São Paulo (Rua Olimpíadas, 360, 5º andar - Tel.: 4003-1212, Vila Olímpia). Baseado no filme, o espetáculo foi desenvolvido pela divisão teatral do estúdio americano e teve adaptação brasileira assinada por Daniel Salve, com direção de Marllos Silva. No repertório musical, canções como Parceiros (Best Friends), Livre, Enfim (Wild and Free) e o grande hit Eu Mexo Tudo (I Like to Move It).

15 ATORES INTERPRETAM as aventuras do leão Alex, da zebra Marty, da hipopótamo Glória e da girafa Melman, que ao tentar fugir do cativeiro em Nova York, com a ajuda de um grupo de pinguins, são capturados e enviados de navio para Madagascar.

AO CHEGAR no destino, precisam aprender a sobreviver na floresta e contam com a ajuda de um bando de lêmures comandados pelo rei Julien. O encontro desencadeia uma série de situações complicadas para os amigos, que querem encontrar um jeito de ir embora. “Madagascar fala da busca de um sonho, da importância da amizade e da família e, principalmente, do respeito ao próximo e sobre aceitar as diferenças. São temas que devem sempre ser pauta de uma sociedade”, explica Marllos Silva.

MADAGASCAR, uma Aventu­ra Musical tem apresentações às sextas, às 20h30, sábados e domingos, às 15 e 18 horas, até 1º de dezembro. Os ingressos custam de 70 reais a 240 reais. Espetáculo imperdível.

A PAIXÃO DO VAZIO, solo de Helder Mariani, estreia para curtíssima temporada no Es­pa­ço Haroldo de Campos da Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37 - Tel.: 3285-6986, Bela Vista). O texto do espetáculo, dirigido por Dagoberto Feliz, traz poemas de Horácio Costa, em sua maioria do livro Satori, e escritos autobiográficos da mística espanhola Teresa d’Ávila, alinhados com canções populares.

AMBIENTADO em um cabaré, o monólogo traça um itinerário poético-espiritual do homem moderno, que vive dilacerado entre a fé e a razão. “Ele é um solitário vivendo a noite escura da alma”, comenta o ator. A trajetória da personagem passa pelos tormentos da alma até o êxtase ou “satori”. Os poemas e textos que compõem a dramaturgia ora são apresentados de forma poética, ora diretamente à plateia. E os momentos musicais trazem mais lirismo à encenação.

O ATOR E DRAMATURGO - assim como em outros projetos poéticos, entre eles a série de espetáculos Poeta em Cena (de 2008 a 2010), realizados na Casa das Rosas, a qual integra a Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Eco­nomia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, trabalha com o teatro épico, transformando a poesia em dramaturgia.

UMA PASSAGEM representativa desse discurso em A Paixão do Vazio é a cena do poema que dá nome ao espetáculo, escrito por Horácio Costa em memória de Ana Cristina César, poeta marginal que se suicidou em 1983, aos 31 anos, com quem ele se correspondia, mas não houve tempo de se conhecerem. Na encenação, essa história é narrada para o público.

A PAIXÃO DO VAZIO dá continuidade à linha de pesquisa que Helder Mariani vem desenvolvendo nos últimos anos, iniciada com Theresinha (2004), a partir dos textos autobiográficos e poéticos de Theresa de Lisieux, que foi canonizada pela igreja católica. A segunda montagem foi João da Cruz (2018), inspirada nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século 16 assim como Teresa d’Ávila, sua contemporânea.

OS TRÊS foram carmelitas descalços, que viveram essa ‘noite escura’ nos questionamentos de suas existências. Segundo Helder, “esse termo se refere ao conflito pessoal, à busca pelo sentido da vida que sempre atormentou o homem e que, de forma mais intensa, ainda ocorre em tempos atuais, levando à depressão e aos altos índices de suicídio, principalmente entre os jovens”.

Foto: Leonardo Macedonio Ferreira/Divulgação
A Paixão do Vazio com Helder Mariani

EM JUNHO deste ano, A Paixão do Vazio foi apresentado no formato de leitura dramática no Chico Discos, um casarão-bar frequentado por poetas e intelectuais, em São Luiz (MA). E o livro Satori, de Horácio Costa, que teve sua primeira edição em 1989, foi relançado recentemente pela editora Sexo da Palavra, de Uberlândia (MG).

A PAIXÃO DO VAZIO tem apresentações às sextas, às 20 horas, até 29 de novembro; dia 15/11 (feriado) não haverá apresentação. Os ingressos custam 40 reais e 20 reais (meia).

AS MÃOS SUJAS, peça do filósofo, crítico e escritor Jean Paul Sartre (1905 - 1980), ganha nova montagem dirigida por José Fernando Peixoto de Azevedo e estreia no Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822). O espetáculo marca desdobramentos na linguagem do diretor em criar um dispositivo cênico que relaciona o teatro ao cinema.

NA HISTÓRIA de Jean Paul Sartre, Hugo é um jovem intelectual burguês que se engaja no Partido Comunista numa região ocupada pelo inimigo fascista. O líder Hoederer propõe uma aliança com outros partidos, contra o ocupante. Seus companheiros se opõem a essa política de alianças e sua linha conciliatória e decidem eliminar o líder.

PARA TAL TAREFA convocam Hugo, como condição para sua legitimação no coletivo, numa espécie de ‘batismo de fogo’. Anos depois, já fora da prisão, Hugo depara-se com os desdobramentos da política do partido.

O ESPETÁCULO marca desdobramentos na linguagem de José Fernando Peixoto de Aze­vedo em criar um dispositivo cênico que relaciona o teatro ao cinema. Em um cenário quase vazio, destaca-se um telão em que são projetadas imagens captadas ao vivo. “Em seus deslocamentos espaciais, a câmera de fato contracena com os atores. Ela assume uma função de saturar as suas presenças e intensificar planos”, conta o diretor.

A ESCOLHA coloca a peça em diálogo direto com Terra em Transe, uma das obras-primas do cineasta Glauber Rocha, lançada em 1967, cuja estética também inspirou os figurinos e as músicas executadas ao vivo por Guilherme Calzavara. A trilha sonora sobrepõe sonoridades presentes no filme a outras que foram pensadas a partir do texto de Sartre.

JOSÉ FERNANDO Peixoto de Azevedo conta que o desejo de montar esse texto de Sartre surgiu há mais de uma década, em meio a pesquisas feitas em conjunto com a companhia Teatro de Narradores (1997-2016) sobre engajamento político nas artes, que contemplava textos do francês, de Glauber Rocha, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini.

A ENCENAÇÃO elabora o que o diretor nomeia “deslizamentos temporais”, de modo que a cena transita entre 1943 (ano em que Sartre situa a ação), o presente e interrogações a um futuro próximo. Com esses deslizamentos temporais, a peça discute questões como o conceito de um partido político, o sentido e as consequências das alianças com forças antagonistas e guerra ideológica que vivemos nos dias de hoje.

O DIRETOR COMPLE­MEN­TA que a reflexão também se estende para as condições que o engajamento político impõem a um indivíduo. “Quais são as alianças necessárias para a sobrevivência da esquerda e qual é a real necessidade disso?”, questiona-se.

AS MÃOS SUJAS reúne em seu elenco: Gabriela Cerqueira, Georgina Castro, Paulo Balistrieri, Paulo Viní­cius, Rodrigo Scarpelli, Tho­mas Huszar, Vinícius Meloni, os músicos Ivan Garro, Ro­dri­go Scarpelli e Thomas Hus­zar e o câmera Yghor Boy. Apre­sentações às sextas e sábados, às 20 horas e domingos, às 18 horas, até 24 de novembro. No dia 15/11 (sexta-feira, feriado), a sessão será às 18 horas. 
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