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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Heder Novaes/Divulgação
Maíra Lins interpreta A Mulher que Matou os Peixes


A PRIMEIRA EDIÇÃO da MiriM - Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas trouxe, desde setembro, companhias teatrais de vários estados do Brasil para temporadas gratuitas na área externa do CCBB São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 - Tel.: 3113-3652, centro). A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/BA), é o último grupo a se apresentar, no período de 22 de novembro a 15 de dezembro. O espetáculo é inspirado em um conto homônimo da escritora brasileira Clarice Lispector e é interpretado por Maíra Lins, que faz um pequeno musical com reflexões sobre os movimentos da vida compostos por alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

A MOSTRA, que está na primeira edição, tem curadoria do jornalista e crítico de teatro infantil Dib Carneiro Neto e idealização de Jota Rafaelli e Rafael Petri, da MoviCena Produções. Com patrocínio do Banco do Brasil, a MiriM também traz oficinas mediadas pelos grupos e uma mesa de debates rea­lizada em 20 de novembro. Segundo Dib, um dos objetivos centrais é oferecer ao público a oportunidade de conhecer um panorama da produção das artes cênicas para crianças fora da capital paulista, as companhias convidadas são da Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

PARA OS IDEALIZADORES, é uma oportunidade para que a cidade de São Paulo tenha acesso a temporadas mais extensas de peças infantojuvenis fora do circuito capital/interior paulista, além de seu formato possibilitar um maior alcance do público. “Na MiriM, cada companhia realiza entre 7 e 10 apresentações, gratuitamente, no Centro e a céu aberto, fatores que facilitam o acesso das apresentações”, reforçam.

SOBRE O ESPETÁCULO, atração da MiriM, Dib Carneiro Neto disse: “A Mulher que Ma­tou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/Bahia), parte de um conto da escritora Clarice Lispector para discutir a morte e a necessidade de aceitar que todos nós erramos. No espetáculo, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos”.

A MULHER QUE MATOU OS PEIXES tem apresentações aos sábados e domingos, às 15h30; sessão extra 6 de dezembro, sexta-feira, às 15h30. O grupo Ateliê Voador realiza workshop em 7 de dezembro, sábado, às 10 horas.

A CIA DA TRIBO circula até o final do ano por 20 parques de São Paulo com o espetáculo Água Doce, peça de teatro para toda a família, que utiliza figuras do folclore brasileiro para conscientizar o público sobre a imensidão de rios que circulam abaixo dos nossos pés, tamponados ou encanados durante um processo de urbanização desenfreada. Criada em 2018, a peça já cumpre uma trajetória de sucesso, conquistando o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Rua e o Prêmio SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade.

EM NOVEMBRO, Água Doce passou pelos parques Guarapi­ranga (dia 20), Jardim das Per­dizes (dia 23) e Cordeiro - Martin Luther King (dia 24). Neste sábado, 30, às 16 horas, Água Doce será apresentada para o público do Parque Raul Seixas, em Itaquera. As datas agendadas seguem até 22 dezembro, quando finalizam a circulação do espetáculo, no Parque Santo Dias, em Capão Redondo (Zona Sul).

Foto: Arô Ribeiro/Divulgação
Cena de Água Doce

A NOVA TEMPORADA de Água Doce tem apoio da 9ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo. Até agora, o espetáculo realizou cerca de oitenta apresentações em espaços próximos ou exatamente localizados acima de rios soterrados. “Com este trabalho pretendemos lançar um olhar para os nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências culturais”, completam os diretores Milene Perez e Wanderley Piras.

EM 2018, o geógrafo Luiz de Campos Junior, um dos fundadores do projeto Rios & Ruas, afirmou que ninguém na cidade de São Paulo está a mais de 300 metros de distância de um curso d’água subterrâneo. De acordo com a Prefeitura, a cidade tem 280 cursos mapeados e nomeados - o Rios & Ruas estima que esse número possa chegar a 500, o que totaliza cerca de 3.000 km de extensão.

SEGUNDO MILENE, o processo de criação da peça ganhou força quando ela e Wanderley, ao realizarem uma aula de artes para crianças em um parque, tiveram um aluno que disse estar ouvindo um som de água corrente. Os professores levantaram uma tampa de bueiro e descobriram, junto com a turma, que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante, além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então, que muitas vezes são tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes”, conta a diretora.

A PARTIR DESSA EXPE­RIÊN­CIA, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para a criação do trabalho. Os bonecos, que representam figuras folclóricas como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados pelo artista plástico Adriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações, criando uma espécie de exposição ao ar livre”, diz Milene.

OS ARTISTAS da Cia do Tribo contam que mesmo com as questões sobre a preservação da natureza estarem em evidência no espetáculo, ele não se impõe como uma peça panfletária ou didática, fazendo uso da linguagem poética para que o público entenda por conta própria as questões que estão sendo tratadas. Uma das alegorias da peça é de Iara, que vive exilada na pororoca (o encontro das correntes de um rio com as águas oceânicas) e que observa como a inveja e a ganância, podem fazer mal à natureza, matando os peixes e secando os rios.

“SÃO MUITOS OS RIOS soterrados e retificados na cidade, como Anhangabaú, Ipi­ranga, Tamanduateí, entre outros”, contam Milene e Wan­der­ley. “São rios caudalosos colocados em canos”, afirmam. Os artistas complementam que o processo de retificação é muito agressivo, pois os cursos dos rios são muito sinuosos e, para que eles cumpram uma rota específica, tiveram as margens cimentadas ou foram encanados, a partir de uma justificativa de erguimento da cidade.

COM TEXTO e direção de Mi­lene Perez e Wanderley Piras, Água Doce tem como intér­pretes Alef Barros, Geovana Oliveira e os próprios autores. As datas e horários das apresentações podem sofrer mudanças a partir das condições climáticas. Para mais informações, acesse: www.ciadatribo.com.br

DEPOIS DAS APRESENTA­ÇÕES de A Gente Submersa, em 23 e 24 de novembro, o projeto: Levante Teatro do Incêndio - Pra Vida e Revida apresenta Sol - Te, em 7 de dezembro, sábado, às 15h30 e 19h30 e, em 14 e 15 de dezembro, sábado, às 20 horas e domingo, às 19 horas, o espetáculo Rebelião - O Coro de Todos os Santos. As apresentações acontecem no Teatro do Incêndio, à Rua Treze de Maio 48, Bela Vista. Mais informações pelo tel.: 2609-3730.

DE VOLTA AO CARTAZ, A Sogra que Pedi a Deus pode ser vista em curtíssima temporada no Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista). O público se diverte com Dona Zulmira, a sogra, com seu apartamento em obras, que resolve se mudar para a casa da filha. Ela chega para tumultuar a vida da filha e do genro, que também cancelam a tão sonhada lua de mel, no Caribe.

A SOGRA QUE PEDI A DEUS, com o comediante Re­nato Papa no papel título, tem apresentações aos sábados, às 21h30. Os ingressos custam entre 35 reais e 70 reais e podem ser adquiridos através do site: www.bilheteriaexpress.com.br 
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