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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Ique Esteves/Divulgação
Cena do filme Boca de Ouro


ASSIM QUE ACONTECER a reabertura das casas de espetáculos e cinemas, o público de São Paulo poderá assistir o longa-metragem Boca de Ouro, dirigido por Daniel Filho. O filme com Marcos Palmeira, Malu Mader, Fernanda Vasconcellos, Sílvio Guindane, Lorena Comparato estreia no Projeta Às 7, uma iniciativa da Cinemark e Elo Company, que abre uma nova janela para o cinema brasileiro.

A ADAPTAÇÃO da peça teatral de Nelson Rodrigues, escrita em 1959, tem roteiro de Euclydes Marinho (A vida como ela é), produção da Lereby e coprodução da Globo Filmes e do Canal Brasil, e distribuição da Elo Company. O longa ganhou o prêmio Berna Ceppas no Festival de Filmes Brasileiros de Los Angeles e melhor diretor no Festival de Filme Latino Americano de Trieste.

NO ELENCO ESTÃO Mar­cos Palmeira (Boca de Ouro), Malu Mader (Guigui), Lorena Com­parato (Celeste), Thiago Ro­drigues (Leleco), Silvio Guin­dane (Caveirinha), Fernanda Vas­con­cellos (Maria Luisa), An­selmo Vas­concelos (dentista), Guilherme Fon­tes (Agenor), entre outros.

BOCA DE OURO conta a história de um temido e respeitado bicheiro, figura quase mitológica no bairro de Madureira (Rio de Janeiro) durante os anos 50. Sua ambição, amores e pecados despertam a curiosidade do jornalista Caveirinha, que procura uma ex-amante do contraventor para colher material para uma reportagem sobre a sua vida.

CLÁSSICO DO TEATRO BRA­SILEIRO, Boca de Ouro estreou nos palcos em outubro de 1960, no Teatro Federação (mais tarde Teatro Cacilda Becker), com direção e atuação de Ziembinski no papel-título. A primeira filmagem ocorreu em 1963, com direção de Nelson Pereira dos Santos e, no elenco, Jece Valadão, Odete Lara e Daniel Filho.

O PROJETA ÀS 7 oferecerá sessões de segunda a sexta-feira, às 19 horas, com preços especiais de 12 reais e exibição simultânea em 20 salas de cinema em 19 cidades do Brasil. Nas cidades de São Paulo (Shoppings Eldorado e Santa Cruz), Rio de Janeiro (Downtown), Brasília (Pier 21), Salvador (Salvador Shopping) e Recife (Riomar) também terão sessões em um final de semana por mês.

PROGRAMADA para acontecer entre 28 de março e 24 de abril, o coletivo As Caracutás adiou a estreia de Tecendo Diálogos, no ateliê Favela Galeria, em São Mateus (Zona Leste). O espetáculo de teatro-dança, com entrada franca, tem criação e direção coletiva das intérpretes Ester Lopes e Monica Soares com preparação corporal de Mika Rodrigues.

TECENDO DIÁLOGOS é resultado de um trabalho de pesquisa em movimento com foco nas lutas e os saberes das mulheres residentes no Parque São Rafael e imediações. O universo dos valores femininos norteia o espetáculo como uma procura pela força da resistência e do cuidado, pela paixão e inocência - dualidade peculiar ao feminino.

Foto: Andressa Santos/Divulgação
Cena de Tecendo Diálogos


A LINGUAGEM CÊNICA é híbrida; reúne artifícios teatrais (incluindo o teatro narrativo) junto às danças populares brasileiras e ao canto, dialogando com a estética contemporânea. As cenas foram alinhavadas por esses elementos para tecer o caminho da dramaturgia.

A FORÇA E, ao mesmo tempo, a leveza da dança e do trabalho de corpo são fundamentais para as histórias dessas 12 mulheres que se apresentam: histórias que invertem os valores machistas, traçando paralelos e unindo mulheres em suas diversidades. “O corpo feminino carrega muitos traços tanto do cerceamento quanto da expressividade; ele pode ser fechado ou aberto para o que está a sua volta”, comenta Ester Lopes.

MONICA E ESTER recriam e rememoram as vivências dessas mulheres criando diálogos cênicos a partir das lembranças da infância e da juventude e também da sabedoria trazida pelo tempo. O espetáculo mergulha no estado do corpo em cada expressão de vida, seja ela alegre, agitada, tímida, cuidadosa ou acanhada. “São personagens reais e corajosas que carregam a simplicidade como beleza, que espelham um mundo futuro de igualdades, desejos comuns à maioria de nós”, reflete Monica Soares.

AS EXPRESSÕES do corpo são o principal artifício usado pelas atrizes/dançarinas para mostrar o lugar que cada uma dessas mulheres habita no mundo, mas também que mundo habita suas almas. O enredo passa pelos lugares do trabalho, da relação com o próprio corpo, da violência sexual, da fé, da espiritualidade e da maternidade.

EM TECENDO DIÁLOGOS cada personalidade é também traduzida por um ritmo da tradição popular brasileira (jongo, frevo, carimbó, samba, coco, maracatu rural, batuque de umbigada, ijexá, caboclinho, capoei­ra). “Para contar as histórias dessas mulheres, vamos além do corpo, usando nossos corpos como instrumento em cada cena”, explicam as atrizes, que se conheceram quando faziam curso de formação no Instituto Brincante. “Foi realmente um encontro: os caminhos de duas atrizes da periferia se cruzando na Vila Madalena, no Brincante, era um sinal de que algo bom viria dali”, brincam elas e dividem a emoção do encontro.

A AMBIENTAÇÃO CÊNICA é marcada pela linha, pelo fio que remete aos diálogos que vão sendo ‘tecidos’ no espetáculo. Os ambientes partem da sala de uma casa que se transforma em quintal, bar, cozinha e no lugar de fé (com referências ao sincretismo religioso, característica inerente à população periférica, à população brasileira). E as músicas cantadas por Monica e Ester em cena são canções da tradição cultural brasileira ao lado de composições autorais da orientadora cênica Rodrigues.

O PROJETO para este espetáculo foi contemplado pelo VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais 2019, da Prefeitura Municipal de São Paulo. Mais informações sobre a temporada de Tecendo Diálogos pelo Tel.: (11) 97983-4902.

DEVIDO A ATUAL PAN­DEMIA do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19 e seguindo a recomendação dos órgãos nacionais e internacionais de saúde e também do atual governador do estado de São Paulo, João Doria, estão suspensos no período de, pelo menos 30 dias, as atividades em casas de shows, teatros e cinemas no estado de São Paulo. A equipe Morente Forte informa sobre a programação dos espetáculos:

CHARLIE E A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE (estreia adiada no Teatro Alfa, com previsão de estreia no dia 23 de abril), Cliff Precipício (estreia adiada no Sesc Pinheiros e aguardando nova data), Teatro para Quem não Gosta (estreia adiada para o segundo semestre no Teatro Faap), A Verdade (temporada suspensa no Teatro Vivo), Amigas Pero no Mucho (temporada suspensa no Teatro Prevent Senior), Sede (temporada suspensa no Teatro Tucarena e previsão de retorno em 18 de abril), Arap (temporada encerrada no Teatro Eva Herz). Mais informações sobre os espetáculos, contato pelo e-mail: imprensa@morenteforte.com.br 
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