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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Keiny Andrade/Divulgação
Cena de Sertão Sem Fim

DESPEDINDO-SE da temporada, Sertão Sem Fim tem últimas apresentações no Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 - Tel.: 3288-0136, Bela Vista). A peça, com Tertulina Alves e dramaturgia de Rudinei Borges dos Santos, tem direção de Donizeti Mazonas. Em cena, a história da própria Tertulina Alves que, em 2018 retornou à Macaúbas, município localizado no interior da Bahia onde passou parte de sua infância. Ela foi dialogar com mulheres que vivem na região e experimentam de diferentes formas as condições do sertão nordestino.

NA PEÇA, Tertulina interpreta Bastia, personagem que traz em seu corpo essas diferentes formas de se viver o sertão. As mulheres mais presentes na construção da personagem são a avó de Tertulina, Maria Tertulina, que nasceu no sertão da Bahia, na região de Três Outeiros de Macaúbas e migrou para São Paulo, encontrada recém-nascida em um cesto de palha num curral; Maria Izabel, moradora da comunidade de Três Outeiros de Macaúbas e conhecida até hoje, com mais de 80 anos, como a Rainha das Cavalgadas; e da própria Tertulina Alves, cuja infância no sertão foi marcada por um período de forte seca.

POR SUA VITALIDADE, força e imagem mítica, uma verdadeira Iansã, a Dona Izabel, a rainha da cavalgada, como é conhecida na região, se tornou para mim uma referência para a construção de ‘Bastia’, personagem central de Sertão Sem Fim”, diz Tertulina Alves.

A HISTÓRIA DE BASTIA é marcada por uma imensa tragédia pessoal: seu marido, o vaqueiro Dão Sálvio, foi covardemente assassinado por fazendeiros da região. O motivo da morte de Dão Sálvio era a prosperidade do casal, que trabalhou duramente durante o período de estiagem e conseguiu adquirir um rebanho de sessenta cabeças de gado. Montada em um cavalo, ela percorre a cidade com o corpo morto do marido, em busca de justiça.

NO SUDESTE ainda há um imaginário sobre o sertão que o remete quase sempre a seca. Em Sertão Sem Fim buscamos pensar em outras possibilidades de se retratar esse espaço. A Maria Izabel, por exemplo, é uma mulher que foi arrimo de família desde os 10 anos, tendo de trabalhar longe de casa, em espaços onde chovia com mais frequência, para que pudesse trazer sustento para a família”, conta a atriz.

TERTULINA teve ainda outras conversas marcantes com mulheres de idades e relações distintas com o espaço, incluindo uma jovem de 25 anos que deixou a cidade e mulheres de 45, 75 e 100 anos, sendo essa última a responsável por contar à Tertulina histórias sobre a sua avó, que a atriz perdeu quando era criança.

OS RELATOS foram transferidos para Rudinei, dramaturgo e poeta ficcionista que assina a dramaturgia do espetáculo. “As narrativas, os trajetos e a história oral de mulheres sertanejas que eu sequer conhecia foram um convite sobretudo ao exercício da escuta e da empatia. O que eu tinha em mãos era o registro de áudios, uma voz miúda, quase ao longe, que me contava uma trajetória de luta na terra e pela terra, fragmentos de memórias que testemunhavam a desigualdade social e as injustiças do Brasil profundo”, diz Rudinei.

SERTÃO SEM FIM tem apresentações nesta sexta, 19 e segunda-feira, 22, às 19 horas. Os ingressos custam 10 reais e 5 reais (meia). Toda a verba arrecadada será doada para a Ong Casa de Isabel.

O TRADICIONAL Festival Nite­rói em Cena apresenta a etapa internacional de sua 13ª edição com espetáculos online, debates e oficinas de 18 a 24 de fevereiro. O evento conta com apresentação de 16 peças de sete países, em sessões gratuitas, seguidas por bate-papo com os espectadores. No encontro de abertura, o diretor Gerald Thomas comandou debate sobre o teatro contemporâneo.

COM ATRAÇÕES plurais que traçam um panorama do teatro contemporâneo, o Festival Niterói em Cena é realizado há 12 anos no município fluminense, com uma seleção de espetáculos regionais, nacionais e internacionais de grupos consagrados e iniciantes.

DEVIDO À PANDEMIA, o evento chegou à sua 13ª edição em formato virtual, com primeira etapa realizada em dezembro. A segunda etapa, com atrações internacionais e nacionais, acontece de 18 a 24 de fevereiro, com 16 montagens para adultos e crianças da Alemanha, Nigéria, Moçambique, País Bas­co, Espanha, Itália e do Bra­sil, que serão transmitidas pelo Zoom com ingressos gratuitos e possibilidade de contribuições voluntárias.

NA ABERTURA do evento, o diretor Gerald Thomas falou sobre sua trajetória, novos projetos e o teatro atual. O evento contará também com atividades formativas, como oficinas ministradas por Moacir Chaves, Chico Pelúcio, do Grupo Galpão, e Simone Kalil, entre outras ações. O 13º Niterói em Cena tem patrocínio do Governo Fe­deral, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

A SELEÇÃO de espetáculos desta etapa foi feita pelos cura­dores Cleiton Echeveste, Djalma Thürler e Tairone Vale. Serão oferecidas duas mostras. A Mostra Teatro em Casa vai reunir 12 espetáculos ao vivo ou gravados que poderão ser vistos pelo Zoom ou pelo canal do Youtube do Festival (https://bit.ly/2YU6VzI). Entre as atrações, estão as peças Katie’s Tales (Itália), Kolofu (Nigéria) e Todos os Sonhos do Mundo (São Paulo). A Mostra Niterói contará com a exibição de quatro espetáculos do município no Youtube. Para assistir às montagens no Zoom, o espectador deve retirar os ingressos no site www.niteroiemcena.com.br. Depois das apresentações, haverá 30 minutos de debate com a equipe criativa dos espetáculos.

ESTAMOS muito honrados em reunir este time de artistas de várias partes do mundo em um momento tão difícil. Nosso festival dá a oportunidade de o público assistir a grandes espetáculos e debater temas como teatro contemporâneo, a arte na pandemia, reinvenção, resistência e ampliação das nossas capacidades artísticas”, ressalta o diretor do festival, Fabio Fortes.

Foto: Divulgação
Ensaio Sobre a Perda, atração do Festival Niterói em Cena

O 13º NITERÓI em Cena também conta com uma série de atividades formativas durante a semana. Serão realizadas três oficinas: com os diretores Moacir Chaves (Teatro online: reflexão e prática) e Chico Pelúcio (Conversas com novos grupos e artistas sobre organização e sobrevivência artística) e com a atriz e professora Simone Kalil (Teatro Para Curiosos - O Nordeste de Suassuna pelo viés do Movimento Armorial).

HAVERÁ QUATRO MESAS de debates: Mesa de abertura com o diretor Gerald Thomas; e outras três com os temas Artes e ativismo cultural: ferramentas da luta antirracista da abolição aos dias atuais. Mediação: João Luiz de Souza (o João do Corujão); Como tornar o Teatro Acessível, e Internacionalização do teatro. As inscrições podem ser feitas pelo site do festival e, quem não conseguir vaga, poderá assistir ao vivo pelo canal do Youtube Niterói em Cena. Mais informações em www.niteroiemcena.com.br

A ORÁCULO CIA DE TEA­TRO está comemorando seu 25º aniversário e resolveu dar um presente ao público. Como não houve carnaval de rua neste ano, devido à pandemia do Covid-19, e o primeiro fim de semana teve ótima repercussão, a companhia decidiu que a peça Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio também fosse apresentada entre os dias 12 e 14 de fevereiro. O espetáculo será exibido gratuitamente no YouTube (https://abre.ai/b8yV) em todo o mês de fevereiro, de sexta a domingo, às 16 horas, com live aos domingos logo após a apresentação.

O TEXTO DOS ATORES Wag­ner Brandi, que interpreta João do Rio, e Gilson Gomes, que faz Lima Barreto, é inspirado na vida e obra dos dois grandes escritores e cronistas do Rio de Janeiro do início do século 20. A direção é de Luiz Furlanetto. Aos domingos, após o espetáculo, haverá uma live com Gilson e Wagner.

O ESPETÁCULO MOSTRA os últimos dias de delírio de Lima Barreto, confinado em sua biblioteca para terminar o seu Cemitério dos Vivos, sua obra inacabada. Durante seus delírios, Lima tem um encontro com João do Rio, e a partir daí travam um verdadeiro duelo em defesa de suas ideias, relata Gilson Gomes, que representa Lima Barreto e assina o texto junto com Wagner Brandi, que interpreta o João do Rio na peça e, paralelamente, trabalha na novela Gênesis, da TV Record, fazendo o papel do médico Sagai.
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