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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Lua Soares/Divulgação
Baile de Máscaras, atração do Teima - Festival de Artes Online


O TEIMA - Festival de Artes Online chega em sua segunda edição e apresenta nos dias 6, 13 e 20 de março (aos sábados), gratuitamente, a pluralidade das artes do Estado de São Paulo. Cidades como Campinas, Sorocaba, São Paulo, São Cae­tano do Sul, Cunha, Mococa, Suzano, Franco da Rocha e In­daiatuba trazem a potência de seus artistas em mais de 15 horas de exibições online dos 34 trabalhos programados, transmitidos pela plataforma Netshow.me (https://videos.netshow.me/teima). Todo o conteúdo do festival pode ser consultado no site www.teimafestival.com.br

DAS 852 OBRAS inscritas por meio do chamamento público - provenientes de 88 cidades paulistas -, 29 foram selecionadas e outros cinco trabalhos foram convidados a integrar a programação. As linguagens contempladas nesta edição do TEIMA são: teatro, música, dança, performance, contação de histórias, Literatura, circo e a Mostra curta-peça-metragem* (que mescla teatro com a linguagem cinematográfica).

O TEIMA segue com um olhar para obras que ultrapassam as barreiras do espaço físico, com uma visão de que também é possível se apropriar do espaço digital de maneira elaborada, multimídia e contemporânea. Além da pluralidade de linguagens e temáticas que atravessam as artes, a curadoria se manteve atenta para obras e artistas que atuam fora da capital paulista, um dos pontos importantes citados na convocatória, que reservou 40% das vagas para esses artistas.

A ESCOLHA dos selecionados foi mesmo uma tarefa revigorante, trabalhos potentes e carregados de pulsão poética, política e social. Buscamos abarcar a pluralidade de corpos e diversidade de manifestações artísticas, levando em conta a descentralização da capital. Estamos arrebatadas com as obras que compõem a programação. Teimosia é nossa força propulsora, vamos espalhar arte!”, conta Mariana Leme, produtora da RIMA Coletiva.

A SEGUNDA EDIÇÃO do Fes­tival foi aprovada pelo Edi­tal Proac Expresso Lei Aldir Blanc Nº 40/2020, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, realizado por meio da parceria entre três produtoras sediadas na cidade de São Paulo: a Ventania Cultural, a Cotiara Produtora e a RIMA Coletiva.

NESTA EDIÇÃO alguns artistas foram convidados a apresentar trabalhos sob o olhar da reinvenção artística e suas perspectivas que fazem referência ao período da pandemia.

NAS INTERVENÇÕES Lite­rárias a obra Sankofa, com Brenda Ligia Miguel, de São Paulo, traz artistas diversos em grito afiado na tentativa de melhorar: um manifesto para combater o silenciamento das populações marginalizadas em busca de um mundo mais humano. As outras intervenções artísticas são Casa Corpo, de Mel Maranhão, pocket show de lançamento do primeiro EP da artista, com canções inéditas que têm como temática o universo particular da autora e sua percepção do mundo, e A criação do mundo, uma história Maori, da Cia. Pavio de Abajour, companhia com intensa pesquisa em teatro de sombras.

EM TEATRO, a obra A não ser, de Giovanni Venturini, de São Paulo, traz reflexões cotidianas com uma perspectiva poética sobre a questão do nanismo e a identidade única de cada ser e para sua aceitação com as diferenças. Já em Mostra curta peça-metragem, Monstro também têm sentimentos, da paulistana Companhia Artera de Teatro, aborda o tema da adoção homoafetiva e a intolerância com registro de imagens e depoimentos de casais homoafetivos.

EM CONTAÇÃO DE HISTÓ­RIA a obra Pérolas da Sereia, do grupo paulistano Água de Chocalho, é inspirada nos contos afro-brasileiros e exalta o conhecimento ancestral e o empoderamento feminino. Além dela, outras duas obras integram a programação nesta linguagem.

RELACIONADO às inquietações trazidas pela pandemia e a construção de identidade de uma população periférica, o trabalho Barroca em Três Atos, do Coletivo BarrÓka, da cidade de Franco da Rocha, é um dos destaques da Mostra Curta-Peça-Metragem. A Mostra também conta com Labirinto, da Cia dos Infames juntamente com a Cia Dramática em Exercício, que trazem como perspectiva a solidão e solitude da mulher e seus fantasmas entre os labirintos da mente.

BRUTA MIRADA, da Cia Dual, traz a ancestralidade como forma de encontro, onde a maneira documental também é um convite a enxergar as frestas de muitos sertões; Baile de Máscaras - Especial Fim de Ano 2020, que parodiando o especial de fim de ano das emissoras de televisão recebe visões ambíguas do futuro distópico e Essa Mensagem Foi Apagada, da Reversa Companhia de Teatro, da cidade de Indaiatuba, ambas trazem a perspectiva de artistas de diversas áreas sobre as suas relações com as redes sociais.

A DANÇA toma conta da programação com I’M A LIVE, do Grupo de Artes Soma, e questiona a presença e a ausência do corpo no mundo real e no mundo virtual; Singularidades na Pandemia, do Núcleo de Pes­quisas Mercearia de ideias, é um trabalho de dança contemporânea em vídeo que traz desejos, manifestos medos e revoltas atravessados durante a pandemia; Engasgadas, um Ensaio para Regurgitar o Mundo, da Companhia Zona Agbara, é um ensaio para regurgitar o mundo que traz reflexões sobre o autocuidado e o enfrentamento às diversas mazelas sofridas por corpos gordos e femininos na atualidade.

Foto: Dalton Valério/Divulgação
Diretora teatral e atriz Ana Kfouri


NA MÚSICA, a multiartista Anná, da cidade de Mococa, abre o festival com o show Colar que através de colagens, transita por diversos ritmos musicais. Mariana Per, em Palavra Mulher apresenta falas potentes de mulheres negras como as de Conceição Evaristo, Neide Almeida, Debora Garcia e Car­men Faustino em forma de canção. Já Engrenagem Urbana 10 anos, de São Paulo, apresenta seu repertório de 10 anos de turnês, som que mescla rap, mpb, jazz e literatura urbana.

AS PERFORMANCES trazem BATU, do Ieltxu Ortueta (Artefactos Bascos), de Cunha, que propõe novas maneiras e possibilidades de criar o jogo. INSTALAÇÃO TÖTEM ÅNUNCIÄÇÃØ, da Farra Cole­tivA, traz as inquietações das frequências tecnológicas que constroem de forma algorítmica o programa para o Fim do Mun­do. Há também O Híbrido, de Robson Catalunha, de São Paulo, que é uma investigação sobre a relação entre indivíduos que borram as fronteiras entre espécies, raças, credos, gêneros ou quaisquer padrões comportamentais; Se Joga 180X260, do Núcleo Ximbra, traz as experiências dos artistas dentro de seus territórios durante a pandemia com suas narrativas de como é ser um artista periférico.

O CICLO VIRTUAL DE PA­LESTRAS Lab Corpo Palavra reuniu até 4 de março, artistas e pesquisadores da dança, das escritas, das artes cênicas e dos estudos do corpo no canal do YouTube Celeiro Moebius (https://bit.ly/3q9zULp). A proposta foi conversar sobre os pensamentos e práticas que envolvem os processos de criação artística na relação entre o corpo e a palavra. No domingo, 28 de fevereiro, foi exibida a penúltima conversa da série, agora com a diretora e atriz Ana Kfouri. Artista premiada e professora da PUC-Rio, ela tem uma profunda pesquisa cênica que pensa a palavra e o corpo como campos de forças em tensão e em relação. As palestras ficam disponíveis no canal após o evento.

A ATIVIDADE é um desdobra­mento do Laboratório Corpo Palavra: coreografias e dramaturgias cartográficas, trabalho artístico-pedagógico desenvolvido pela bailarina, performer, coreógrafa, professora e pesquisadora da dança Aline Bernardi há seis anos. O projeto contempla curso de formação e criação artística virtual, que segue até março, lançamento de livros, podcasts e as palestras, que ficarão disponíveis no canal após cada evento.

O PROJETO tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Tu­rismo e do Governo Federal através do Prêmio Fomento a Todas as Artes. Com ingressos grátis, as palestras estão em exibição no canal do Youtube do Celeiro Moebius (https://bit.ly/3q9zULp).

COMPETIÇÕES ACIR­RA­DAS, com poetas recitando seus textos originais e autorais de maneira rimada e compassada, em performances julgadas por membros da plateia. Assim acontecem as disputas de SLAM (campeonato de poesia falada, em que a palavra é o personagem principal e a escuta é um dos maiores objetivos). Este ano uma edição especial do SLAM BR On-Line - Campeonato Brasileiro de Poesia Falada, acontece de 4 a 7 de março, de maneira totalmente virtual.

APRESENTADO pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, o SLAM BR acontece todo final de ano e reúne os campeões e campeãs estaduais em uma grande competição nacional. Nesta edição de 2021, participam os campeões e campeãs das seis edições do SLAM BR, além de campeões do SLAM SP e ZAP! Slam. Todos eles foram representantes do Brasil na Coupe Du Monde de Slam (Copa do Mundo de Slam), que acontece anualmente na França.

AS APRESENTAÇÕES são exibidas nas páginas do YouTube (youtube.com/nucleobartolomeu) e do Facebook do SLAM BR (https://www.facebook.com/POETRYSLAMBRASIL). Estão programadas outras atrações, também transmitidas via online, como mesa de debate, exibição de filme, oficinas e uma masterclass com o escritor Marcelino Freire.

O SLAM chegou ao Brasil pelas mãos de Roberta e foi encampado pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Reúne poetas da cena nacional dos Poetry Slams, batalhas de poesia falada surgidas na década de 1980 nos EUA celebradas em milhares de comunidades ao redor mundo e que hoje se estabeleceram como uma das mais democráticas formas de expressão popular, conquistando cada vez mais adeptos e espectadores.
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