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Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Bob Sousa/Divulgação
Coleção Virtual do CPT_SESC de Antígona

ESTÁ NO AR uma Mostra virtual dedicada à montagem de Antígona, feita em 2005 sob direção de Antunes Filho. A coleção, disponibilizada pelo Centro de Pesquisa Teatral do Sesc-SP, se junta a outras cinco - A Pedra do Reino, A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Xica da Silva, Fragmentos Troianos e Medéias - disponíveis de forma on-line na plataforma Sesc Digital.

AS COLEÇÕES e Acervos His­tóricos CPT_SESC trazem ao público seleções dos figurinos e outros itens de peças encenadas pelo CPT em seus 38 anos de trajetória. No caso de Antígona, além de duas dezenas de fotos de figurinos (em altíssima resolução, que podem ser ampliadas para observação dos menores detalhes), feitas por Bob Sousa, a coleção traz também fotografias de cena feitas por Nílton Silva e peças gráficas utilizadas na divulgação do espetáculo em sua passagem pela Espanha.

NESSAS FOTOS do Silva é possível conferir o cenário proposto por J.C. Serroni, inspirado nos cemitérios verticais, com nichos e gavetas, por onde os personagens entravam em cena. De acordo com o cenógrafo, a ideia surgiu a partir da informação de que partes inteiras de monumentos - paredes, colunas - foram levadas para museus na Europa, em decorrência dos conflitos no Oriente Médio.

DESSA FORMA, o cenário de Antígona representa uma dessas paredes, exposta como se estivesse num museu. Um relato, em vídeo, de Serroni (também responsável pelos figurinos da peça) também faz parte da Mostra.

O ESPETÁCULO marca o retorno da parceria entre Antunes Filho e J.C. Serroni. A primeira tentativa da dupla de levar Antígona aos palcos foi nos anos 1990, porém, o diretor achava ainda não ter encontrado os atores que correspondiam à sua expectativa. Mais tarde, em 2005, com o desenvolvimento de seu método voltado à preparação do ator - em especial a preocupação com a voz - Antunes retomou o projeto, completando o ciclo de adaptações das tragédias gregas, junto com Fragmentos Troianos, Medéia e Medéia 2 (as três já contam com coleções no sesc.digital).

AS PEÇAS compartilham entre si alguns elementos como o forte trabalho vocal e corporal, o mergulho do universo feminino e usar o texto clássico para falar de questões contemporâneas.

A VERSÃO DE ANTUNES PARA A TRAGÉDIA DE SÓ­FOCLES. Antígona é a continuação dramática de Édipo Rei e terceira e última tragédia que compõe a trilogia que fala sobre a cidade de Tebas, uma cidade estado grega (antiga aliada de Esparta) composta ainda de Édipo em Colono.

A PERSONAGEM que dá nome à tragédia é uma das filhas de Édipo e luta pelo direito de enterrar seu irmão Polinice com as honrarias tradicionais dos funerais. Direito esse que havia sido negado pelo tio de Antígona, Creonte, que naquele momento governava o reino de Tebas, sob pena de morte.

MILHARES de interpretações foram dadas à versão de Sófocles para o mito de Antígona, escrito por volta de 442 a.C. A proposta de Antunes Filho levada ao palco pela primeira vez pelo grupo Macunaíma em 2005 respeita a poética do dramaturgo grego impregnada de religiosidade e a atualiza, buscando os fundamentos da própria tragédia e os tornando acessíveis aos dias atuais.

CONTUDO, a peça do CPT não está vinculada a nenhuma época ou cultura específica nem apresenta divagações sobre a psicologia ou a moral dos personagens, mas a busca de visões do todo através de conflitos trágicos.

O RECURSO BÁSICO utilizado na encenação é o “teatro dentro do teatro” (ou “metateatro”) e assume que a tragédia é uma forma de expressão da totalidade, observando o ser humano na relação direta com o Divino e não mediado por valores da realidade. Como Antunes disse em entrevistas na época, à moda de Tadeusz Kantor (diretor teatral que talvez tenha influenciado Antunes com seu ‘teatro da Morte’), Dionísio (ou Baco, em latim) é o deus que guia o enredo. O eterno retorno e a atualização mito estão presentes nos acontecimentos cênicos, como em qualquer rito cuja função é religar o atual com o ancestral, o humano com o divino.

SE EM FRAGMENTOS TROIA­NOS (de 1999) o pretexto eram os conflitos étnicos, e as Medéias (de 2001 e 2002) retratam a natureza diante das devastações causadas pelo homem, Antígona fecha a trilogia de adaptações de Antunes para tragédias gregas falando de liberdade e como ela se relaciona com o instinto de sobrevivência.

AS COLEÇÕES. Com a adição de Antígona, já estão disponíveis seis coleções virtuais de Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC. Vale frisar que todas estão on-line para serem visitadas a qualquer instante no Sesc Digital.

A PRIMEIRA DELAS foi lançada em setembro de 2020: A Pedra do Reino (2006), sobre a encenação de Antunes e do grupo Macunaíma, com base na obra de Ariano Suassuna. Confira a programação completa em www.sescsp.org.br/cpt e nas redes sociais: instagram.com/cptsesc, facebook.com/cptsesc, twitter.com/cptsesc e youtube.com/cptsesc.

A COMÉDIA DRAMÁTICA Angustia-me!, com texto de Julia Spadaccini e Márcia Brasil sobre as ansiedades, neuroses e inquietudes presentes em todos nós, estreia, dia 30 de abril, no Youtube. Sob a direção de Alexandre Mello, o espetáculo mistura as linguagens do cinema e do teatro para contar três histórias que mergulham nas angústias de seis personagens comuns em situações tragicômicas.

Foto: Alyrio Traczenko/Divulgação
Leandro Baungratz e Raquel Rocha em Angustia-me!


NA LÍNGUA PORTUGUESA, existem mais de 40 sinônimos para a palavra angústia. Ainda assim, não é fácil definir esse sentimento tão abstrato quanto presente em tantos momentos de nossas vidas. As dramaturgas Júlia Spadaccini (premiada autora da série Segunda Chamada da TV Globo) e Márcia Brasil buscaram referências na literatura, nas artes plásticas, na poesia, na música, na filosofia e na psicanálise para escrever Angustia-me!. O espetáculo ficará disponível gratuitamente no Youtube até 30 de junho, com retirada de ingressos pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/angustia-me).

A COMÉDIA DRAMÁTICA mergulha na angústia de seis personagens em situações inusitadas, que vão compartilhar seus desejos, neuroses, pequenas vitórias e derrotas. A temporada exibirá filmagem inédita do espetáculo, com bate-papo nos dias 30/4, 2/5, 7/5 e 9/5. O projeto tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

ANGUSTIA-ME! Se divide em três momentos. Começa com o encontro entre um vendedor de uma loja de roupa masculina, em torno de 40 anos, e uma balconista de uma loja de fast-food, entre 45 e 50 anos, no fumódromo de um shopping. A cena seguinte acompanha uma necro maquiadora, que sonhava em maquiar a Liz Taylor, trabalhar no corpo de uma operária que morreu numa queda acidental da janela do refeitório ao passar seu batom vermelho.

A TERCEIRA HISTÓRIA se passa em um set de filmagem, quando um jovem ator pornô, em sua primeira participação num filme gay, conversa com um ator veterano, apaixonado por poesia, enquanto aguardam o início das filmagens. No elenco, estão Fábio Ventura, Leandro Baumgratz, Maria Adélia, Noemia Oliveira, Raquel Rocha e Rogério Garcia.

A IDEIA do espetáculo surgiu depois que o filho de seis anos de uma amiga tentava explicar um determinado sentimento. Chegamos à conclusão de que ele estava com angústia, esse estado de inquietude que invade todos nós, não importa a faixa etária ou a classe social. A partir daí, nosso desejo foi criar uma história com personagens comuns, que provocassem identificação e empatia no público”, explica o diretor Alexandre Mello.

PARA A COAUTORA Márcia Brasil, a peça questiona o quanto encontramos no outro nossas próprias angústias, mesmo que fujamos delas: “Ao trazer protagonismo a pessoas com as quais podemos cruzar diariamente nas ruas, levamos à tona uma reflexão ácida sobre como as validações sociais a que estamos submetidos nos impactam.

COM UMA LINGUAGEM que mistura teatro e cinema, Angustia-me! repete a parceria bem-sucedida do diretor Ale­xandre Mello e da autora Júlia Spadaccini iniciada há 20 anos. A primeira peça encenada de autoria de Júlia foi Na Geladeira, que estreou, em 2001, na Sala Multiuso do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, com atuação e produção de Alexandre Mello.

EM MARÇO DE 2012, os dois se reencontraram na montagem de Quebra Ossos, um grande sucesso indicado ao Prêmio Shell de melhor texto, no Rio de Janeiro. A peça foi produzida por Rogério Garcia, que, a partir de então, uniu-se à dupla.

EM 2015, mais um sucesso do trio: Um dia qualquer, que estreou na Arena do Sesc Copacabana com a consagração de Júlia Spadaccini pela crítica especializada como excelente autora, indicada ao Prêmio APTR. A peça ficou na lista dos 10 melhores espetáculos da Veja Rio. Em 2016, estreou a comédia Até o final da noite, com Ângela Vieira e Isio Guelman, no Teatro Ipanema e Teatro do Leblon, grande sucesso de público e de crítica.

ANGUSTIA-ME! Ficará disponível gratuitamente no YouTube a partir da estreia, com ingressos retirados pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/angustia-me
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