LIGUE 180



Atualizado semanalmente

Pesquisa

Pesquisa
Anuncie: 2977-6544. O mais eficiente veículo de divulgação. Distribuído e lido em 88 bairros da Zona Norte para um público de 500 mil leitores com circulação às sextas-feiras. Distribuição gratuita em bancas, prédios comerciais e residenciais, condomínios, clubes, imobiliárias, padarias e shoppings. 58 anos de tradição.
 
Cena Livre
 Paschoal XIII
Foto: Fábio Fortes/Divulgação
Carmen Frenzel em Conselho de Classe


A VONTADE DE REFLETIR sobre a precariedade do ensino público no país e as relações de poder nas escolas levou o dramaturgo Jô Bilac a escrever o espetáculo Conselho de Classe, que estreou em 2013 com a Cia dos Atores, ganhou diversos prêmios de teatro e inúmeras montagens ao longo dos anos. O texto também inspirou a criação da série Segunda Chamada, exibida pela TV Globo, que vai lançar sua segunda temporada.

A PARTIR DE 23 DE JULHO, a consagrada peça ganha uma adaptação virtual, com direção de Fabio Fortes, que situa a história no contexto da pandemia, com aulas e reuniões em formato online. Com sessões ao vivo de sexta a domingo, às 20 horas, o espetáculo será exibido gratuitamente no Youtube do festival Niterói em Cena (https://bit.ly/2YU6VzI), com possibilidades de contribuição voluntária.

A TRAMA ACOMPANHA uma reunião de conselho escolar, em uma escola pública carioca, depois de uma diretora ser agredida por alunos e entrar em licença médica. A briga é tema de reunião vir­tual com as professoras Célia, de Matemática (Jacqueline Lobo), Edilamar, de Educação Física (Vivian Sobrino), Mabel, de Artes (Dárdana Rangel), e Paloma, da Biblioteca (Carmen Frenzel) e o novo diretor, João Rodrigo (Fábio Enriquez).

A PEÇA UNE dois elementos fundamentais da experiência humana: arte e educação. Eu e todo o elenco somos professores, além de atores, e queremos refletir como a educação no nosso tempo está ultrapassada. Com a montagem do espetáculo, a gente consegue tirar essa discussão do âmbito escolar e passa para o social na luta pela melhoria da educação”, observa o diretor Fábio Fortes.

O DRAMATURGO JÔ BILAC conta que sempre gostou de participar de conselhos de classe, quando era permitida a presença de estudantes, para entender os mecanismos de poder dentro das escolas. “Com essa peça, eu comecei a fazer teatro político mais diretamente ao falar das condições de alunos e professores em um país desequilibrado”, lembra o autor.

QUERIA REFLETIR sobre essa instituição que ensina o verbo to be, mas não ensina os direitos e deveres de um deputado estadual, um senador, os limites de poder de um presidente, por exemplo. E o que faz ainda esse lugar ser ainda tão conservador?”, reflete.

COM PRODUÇÃO F2 Produ­ções Artísticas, Conselho de Classe tem apresentações de sexta a domingo, às 20 horas, até 1º de agosto. Pode­mos assistir no canal do Youtu­be do Niterói em Cena: www.youtube.com/channel/UCDogXa3n4rtuBVg23M5CEhg. Ingressos gratuitos, com opção de contribuição voluntária.

O GRUPO TABLADO DE ARRUAR, criado em 2001, portanto, às vésperas de completar 20 anos de atividade, sempre se debruçou em assuntos e pesquisas extensas que geraram trabalhos autorais profundamente ligados à realidade política brasileira. Para dar continuidade à pesquisa que vem desde 2011 abordando assuntos diretamente políticos e que resultaram em obras polêmicas como Mateus, 10 e a Trilogia Abnegação, com textos de Alexandre Dal Farra (vencedor do prêmio Shell, indicado a APCA, Governador do Estado de SP, entre outros), o grupo - que ainda conta com Clayton Mariano e Ligia Oliveira -, completa duas décadas de fundação com projeto Verdade (com estreia programada para 2022).

A LARGADA dessa programação é um Ciclo de Debates (on-­line), de 20/7 a 13/8, chamado Parece guerra, porque é guerra, só não é a guerra que parece ser - Militares e Guerra Híbrida no Brasil atual. Entre os nomes confirmados estão o político José Genoíno, o coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge, os juristas e membros da Comissão Nacional da Verdade Pedro Dal­lari e a procuradora Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, os jornalistas Bruno Paes Manso e Chico Otávio, o cientista político João Roberto Martins e o filósofo Marildo Menegat.

A MESMA PROGRAMAÇÃO contém, além dos debates, o Ciclo de Leituras com textos dramáticos e inéditos das peças Villa e Discurso, de Guillermo Calderón (Chile), Coisas Acon­­tecem, de David Hare (In­glaterra), além das transcrições dos depoimentos do general Álvaro Pinheiro e do coronel Paulo Malhães à Comissão Na­cional da Verdade. A equipe de atores e atrizes à frente dessa leitura será composta por Alexandra Tavares, André Capuano, Clayton Mariano, Gabriela Elias, Lígia Oliveira, dirigidos por Alexandre Dal Farra.

O PROJETO TAMBÉM prevê ainda, de setembro de 2021 até fevereiro de 2022, cinco ações artísticas que terão como foco a busca por olhar criticamente não só os militares, mas também o próprio campo da esquerda, que parece insistir em não enxergar a grandeza do problema atual, cuja face mais óbvia é o presidente, mas que está disseminado por praticamente todas as instâncias centrais de poder no país.

O CICLO DE DEBATES, até 13 de agosto, grátis no www.YouTube.com/TabladodeArruar apresenta dia 27 de julho o tema A Comissão Nacional da Verdade e seus Desdobramentos, com Eugênia Gonzaga e Pedro Dal­lari. Dia 3 de agosto, terça-feira, às 20 horas, o tema Milícias e Militares no Brasil Atual, com Bruno Manso e Chico Otávio. Dia 10 de agosto, terça-feira, o tema Militares na Política, com o Coronel Marcelo Pimentel e João Roberto Mar­tins, e dia 13 de agosto o tema A Esquerda Brasileira e o Alto Comando, debate de fechamento com José Genoíno.

O CICLO DE LEITURAS dramatizadas, às quintas-feiras, às 20 horas, apresenta dia 29 de julho as peças: Villa e Discurso, de Guillermo Calderón (Chile). Dia 5 de agosto, leitura do depoimento do Paulo Malhães à CNV, e dia 12 de agosto, leitura de trechos das peças: Stuff Happens, de David Hare (Inglaterra), e + As Nações Unidas, de José Agrippino de Paula (Brasil). No elenco de atores sob a direção de Alexandre Dal Farra: Alexandra Tavares, André Capuano, Clay­ton Mariano, Gabriela Elias, Lígia Oliveira. Para seguir o Tablado de Arruar nas redes: www.instagram.com/tabladodearruar, www.facebook.com/tabladodearruaroficial, www.youtube.com/TabladodeArruar, e no site: www.tabladodearruar.com

ATÉ 13 DE AGOSTO, sextas-feiras, às 20 horas, podemos assistir Nós por outres, releituras dramáticas do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, que comemora 20 anos. Algu­mas peças que marcaram o percurso do Núcleo Bartolomeu são lidas por companhias que acompanharam de alguma forma o grupo nessa trajetória: Bartolomeu, Que Será Que Nele Deu? (Grupo Clariô de Teatro); Acordei Que Sonhava (Cia. Antropofágica); Urgência Nas Ruas (Cia. São Jor­ge de Variedades); Frátria Amada Brasil - Pequeno Com­pêndio De Lendas Urbanas (Brava Cia.); Orfeu Mestiço - Uma Hip-Hópera Brasileira (Cia. do Latão) e Antígona Recor­tada (Cia. Livre).

Foto: Divulgação
Cena de Antígona Recortada, do Núcleo
Bartolomeu de Depoimentos


NA PROGRAMAÇÃO, entre os grupos aliados, o Clariô de Teatro. É um coletivo que busca através da cena, da troca e do debate defender a arte produzida pela periferia, na periferia e para a periferia. É um grupo marcado pela teimosia, que desde 2005 segue refletindo o teatro nas bordas da segunda maior metrópole da América Latina.

SUAS PRODUÇÕES buscam traduzir as inquietações políticas e artísticas do coletivo que, sendo em sua maioria negro e oriundo de periferias, propõe um caminho de pesquisa que contribua com o debate sobre as presenças desses corpos na cena e as demandas dessa realidade social, construindo não só narrativas, mas uma estética própria, típica da “quebrada”.

A CIA. ANTROPOFÁGICA é um grupo de teatro de São Paulo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio artístico. Com cerca de trinta integrantes, o grupo realiza pesquisas, peças, processos formativos e festivais em espaços culturais, escolas públicas e ruas. Contemplada diversas vezes por editais públicos como o Fomento ao Teatro, as atividades da Antropofágica caminham sempre junto à luta por políticas públicas culturais.

DENTRE SUAS REALI­ZA­ÇÕES constam mais de trinta trabalhos artísticos, as Oficinas de Teatro e Música, o Núcleo Py de formação teatral, a Revista Bucho Ruminante, a manutenção do Espaço Pyndorama na região central e do Território Cultural Okaracy no extremo oeste. Em sua trajetória destaca-se a opção por procedimentos, autoras e textos ligados à tradição das formas híbridas na busca de uma teatralidade brasileira contemporânea, na tensão entre as esferas do teatro político, da indústria cultural e das vanguardas estéticas.

A PROGRAMAÇÃO comple­ta em: https://linktr.ee/nucleobartolomeu. A transmissão em: Facebook (https://www.facebook.com/nucleobartolomeu) e Youtube do grupo Núcleo Bartolomeu 
(https://www.youtube.com/user/nucleobartolomeu). Grátis.
 Voltar
 

Veja a capa da edição:

Capa da Edição

Edição da semana

Para anunciar ligue:
2977-6544 / 2950-7919
Whatsapp  94861-1729

 
Veja as duas últimas edições
Ed. 2973 Ed. 2974
 

É proibida a reprodução ou cópia de fotos, matérias, anúncios ou páginas sem a devida autorização.

   2002-2021 ©.